A divulgação de um novo lote dos chamados “arquivos Epstein” ampliou a lista de pessoas ricas e influentes mencionadas na investigação sobre o bilionário e criminoso sexual Jeffrey Epstein.
O material, tornado público em 30 de janeiro, inclui cerca de três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos. Entre os nomes citados aparecem empresários, políticos e membros da realeza. Não há indícios de que a simples menção nos documentos implique qualquer irregularidade, e diversos citados negaram envolvimento com os crimes de Epstein.
A divulgação ocorreu semanas após o prazo previsto pela Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em novembro. Parlamentares afirmam que ainda pode haver documentos não divulgados.
Confira alguns dos nomes mencionados:
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Os documentos incluem e-mails trocados entre Epstein e Musk em 2012, com menções a planos de viagem e comentários sobre festas em ilhas do Caribe.
Musk afirmou publicamente que nunca visitou a ilha particular de Epstein. Em postagem na rede X, disse que os e-mails poderiam ser usados para “difamar” seu nome, mas destacou que está mais preocupado com a responsabilização de quem cometeu crimes.
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Dois e-mails atribuídos a Epstein, datados de 2013, mencionam Gates e fazem alegações pessoais. Não está claro se as mensagens são autênticas ou se chegaram a ser enviadas.
A ex-esposa de Gates, Melinda French Gates, afirmou que a divulgação reacendeu memórias difíceis, mas reforçou o desejo de justiça para as vítimas.
Um porta-voz de Gates classificou as alegações como “absurdas e completamente falsas”.
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O presidente dos EUA é mencionado centenas de vezes nos documentos, inclusive em listas compiladas pelo FBI com denúncias recebidas por canais oficiais. Muitas dessas alegações não foram verificadas.
Trump sempre negou qualquer irregularidade relacionada a Epstein e afirma ter rompido relações com ele há décadas.
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Fotografias incluídas na nova divulgação parecem mostrar o irmão do rei Charles 3º em situações sem contexto detalhado. Não há informações sobre data ou local das imagens.
Andrew negou repetidamente qualquer irregularidade. A BBC informou ter solicitado posicionamento oficial.
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O fundador do Grupo Virgin é citado em trocas de mensagens de 2013. Em nota, o grupo afirmou que o contato foi limitado a poucos encontros em ambientes de grupo ou negócios, há mais de 12 anos.
Segundo o comunicado, após diligência prévia revelar acusações graves, a fundação ligada à Virgin recusou doações de Epstein e encerrou qualquer contato.
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A ex-esposa do príncipe Andrew aparece mencionada em alguns e-mails, inclusive durante o período em que Epstein cumpria prisão domiciliar.
Os documentos não indicam qualquer irregularidade. A BBC solicitou posicionamento da duquesa.
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Extratos bancários divulgados indicam transferências feitas por Epstein para contas ligadas a Mandelson e ao seu marido, Reinaldo Avila da Silva.
Mandelson afirmou que nunca foi cúmplice de crimes de Epstein e que só teve conhecimento da extensão das ações do financista após sua morte. Ele declarou arrependimento por ter mantido contato após a condenação de Epstein em 2008.
A nova divulgação reforça o interesse público no caso Epstein, especialmente em razão das conexões do financista com figuras de destaque mundial.
Especialistas ressaltam que a presença em e-mails, listas de contatos ou registros financeiros não equivale automaticamente a participação em crimes, e que cada menção precisa ser analisada dentro do contexto das investigações oficiais.