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Política

Brasil condena ação de Israel que barrou religiosos em Jerusalém durante o Domingo de Ramos

Itamaraty classifica episódio como grave e aponta violação à liberdade de culto em local sagrado do cristianismo

30/03/2026 00h17
Por: Redação
Fonte: Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Brasil condenou neste domingo (29) a ação da polícia de Israel que impediu o acesso de dois líderes católicos à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, durante as celebrações do Domingo de Ramos.

O episódio ocorreu quando o Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, monsenhor Francesco Ielpo, seguiam de forma privada, sem caráter de procissão, para celebrar a missa no local considerado um dos mais sagrados do cristianismo.


Local sagrado e simbolismo religioso

A Igreja do Santo Sepulcro é reconhecida por cristãos de todo o mundo como o local onde Jesus Cristo teria sido crucificado, sepultado e ressuscitado ao terceiro dia.

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, período que relembra a entrada de Jesus em Jerusalém, quando foi recebido pela população com ramos de palmeira.

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A proibição de acesso aos religiosos, justamente em uma data simbólica, gerou reação imediata do governo brasileiro.


Governo brasileiro critica restrições

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou que as restrições impostas por autoridades israelenses vêm ocorrendo nas últimas semanas e não se limitam apenas a fiéis cristãos.

Segundo o Itamaraty, as limitações também atingem muçulmanos que frequentam a Esplanada das Mesquitas durante o Ramadã, período marcado por jejum, orações e práticas de caridade.


Parecer internacional e críticas diplomáticas

O governo brasileiro também relembrou o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, divulgado em 19 de julho de 2024, que considerou ilegal a presença contínua de Israel no Território Palestino Ocupado.

“Aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”, destacou a nota oficial.

O Itamaraty classificou o episódio como de “extrema gravidade”, afirmando que a ação contraria o status quo histórico dos locais sagrados da cidade e viola o princípio da liberdade religiosa.


Tensão em locais religiosos

A situação reforça o cenário de tensão em Jerusalém, especialmente em períodos religiosos importantes, quando há aumento significativo no fluxo de fiéis de diferentes religiões.

A cidade é considerada sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos, o que torna qualquer restrição de acesso a locais religiosos um tema sensível no cenário internacional.

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