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Meio ambiente

Relatório aponta que última década foi a mais quente da história e acende alerta global

Estudo da ONU revela aumento recorde da temperatura e impactos irreversíveis no clima

23/03/2026 22h54
Por: Redação
Fonte: Rádio Agência
 Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Um estudo divulgado nesta segunda-feira (23) pela Organização Meteorológica Mundial aponta que o período entre 2015 e 2025 foi o mais quente já registrado na história. O relatório foi apresentado no contexto do Dia Mundial da Meteorologia, celebrado anualmente em 23 de março.

Segundo o documento “Estado do Clima Global”, o ano de 2025 consolidou a tendência de aquecimento do planeta, atingindo 1,43°C acima dos níveis pré-industriais — um dos maiores índices já registrados.

Aquecimento impulsionado por gases de efeito estufa

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, os principais indicadores climáticos estão em níveis críticos. A concentração crescente de gases de efeito estufa, como dióxido de carbono e metano, continua sendo o principal fator por trás do aquecimento global.

Esses gases criam um efeito de retenção de calor na atmosfera, impedindo que a energia solar seja refletida de volta ao espaço. Esse fenômeno provoca um desequilíbrio energético no planeta.

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Oceanos concentram maior parte do calor

Um dos dados mais preocupantes do relatório é que cerca de 91% do calor excedente gerado pelo aquecimento global está sendo absorvido pelos oceanos.

Em 2025, o nível de calor armazenado nas águas atingiu o maior patamar desde 1960, o que tem consequências diretas no equilíbrio climático global.

Esse aquecimento, combinado ao derretimento de aproximadamente 3% do gelo nas regiões polares, acelera a elevação do nível do mar.

Impactos considerados irreversíveis

A entidade alerta que as mudanças químicas e térmicas nas profundezas dos oceanos são irreversíveis em escalas de tempo que podem variar de séculos a milênios.

Na prática, isso significa que parte dos danos causados pelo aquecimento global já não pode mais ser revertida, mesmo com ações imediatas.

Eventos extremos e prejuízos globais

O relatório destaca que 2025 foi marcado por eventos climáticos extremos em diversas regiões do planeta, como ondas de calor intensas, secas prolongadas e inundações severas.

Esses fenômenos resultaram em mortes, prejuízos econômicos bilionários e agravaram problemas como insegurança alimentar e deslocamento de populações.

Impactos na saúde e no trabalho

As mudanças climáticas também têm impacto direto na saúde pública. A Organização Meteorológica Mundial aponta aumento na disseminação de doenças transmitidas por vetores, como mosquitos.

Outro dado alarmante é que cerca de 1,2 bilhão de pessoas já enfrentam condições de calor extremo no ambiente de trabalho, especialmente em setores como agricultura e construção civil.

Necessidade de ação urgente

Diante do cenário, a entidade reforça a necessidade de integrar dados climáticos às políticas públicas, especialmente na área da saúde.

A recomendação é que governos adotem medidas preventivas para mitigar os impactos das mudanças climáticas, em vez de apenas reagir a desastres já instalados.

O relatório reforça que o enfrentamento da crise climática exige ação coordenada entre países e decisões imediatas para reduzir emissões e proteger populações vulneráveis.

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