Coluna da Uol
Flávio Bolsonaro usa maioridade penal como 'cortina de fumaça' para desviar de denúncias, analisa Sakamoto
Para jornalista, pressão por pauta conservadora no Senado repete tática usada na época das rachadinhas; pesquisa aponta que 62% dos brasileiros acreditam que senador sabia de corrupção envolvendo o banqueiro
11/06/2026 13h11
Por:
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O jornalista e cientista político Leonardo Sakamoto analisou que a recente movimentação do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao impulsionar com urgência a proposta de redução da maioridade penal no Senado Federal funciona como uma "cortina de fumaça" altamente estruturada.

De acordo com o analista político, a tática visa desviar o foco da opinião pública e da grande mídia das graves denúncias financeiras que envolvem o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Os pilares dão

A análise detalha os mecanismos políticos utilizados por Flávio Bolsonaro para blindar sua imagem pública perante as graves denúncias, destacando dois pilares fundamentais:

"Esta não é a primeira vez que o senador se utiliza da pauta da maioridade penal para se proteger no momento em que se vê encurralado por investigações graves. Trata-se de um padrão recorrente de comportamento tático", avalia Sakamoto.

Tática idêntica foi utilizada no caso das 'rachadinhas'

Sakamoto aponta que a manobra atual repete com precisão o método adotado pelo senador no passado. Anos atrás, quando as investigações criminais sobre o suposto esquema das "rachadinhas" em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ganharam

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Pesquisas de opinião reafirmam o desgaste

Levantamentos de opinião pública indicam que a estratégia de distração enfrenta forte resistência na percepção da população.

Dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgados pelo jornalista, revelam que 60% dos brasileiros consideram altamente suspeitas as conversas financeiras travadas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Além disso, 62% avaliam que o senador sabia das suspeitas de corrupção que cercavam o empresário ao solicitar recursos financeiros