A internet brasileira elegeu dois novos apelidos para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ): "TariFlávio" e "Flávio Taxadinha". Os termos viralizaram no início de junho de 2026, após a Casa Branca propor uma nova sobretaxa comercial contra o Brasil e incluir o sistema de pagamentos Pix em uma investigação, sob o argumento de que a ferramenta prejudica empresas norte-americanas.
O gatilho para a onda de memes foi a visita do senador ao presidente Donald Trump em Washington, realizada cerca de uma semana antes do anúncio das medidas. A proximidade entre os dois eventos alimentou a associação nas redes sociais.
Os memes que dominaram as redes
O termo "TariFlávio" chegou ao topo dos assuntos mais comentados no X, antigo Twitter. Em paralelo, montagens criadas com Inteligência Artificial retrataram o senador como personagem do popular golpe "Urubu do Pix", sugerindo, em tom de humor, que ele teria "entregado o Pix de presente para Trump".
Já "Flávio Taxadinha" é um trocadilho que une o apelido "Rachadinha" — usado em referência a investigações anteriores envolvendo o senador — com as piadas de taxação que, no passado recente, miravam o próprio governo federal. A hashtag "O Pix é Nosso" também ganhou força como slogan de resistência às sanções americanas.
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A repercussão ultrapassou as redes sociais e chegou ao Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exibiu cartazes em eventos públicos com a frase "O Pix é do Brasil". O governo federal emitiu nota acusando formalmente a família Bolsonaro de atuar nos bastidores com aliados americanos para incentivar a investigação e prejudicar a economia do próprio país.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro e aliados parlamentares contestam a narrativa. O senador divulgou que enviou cartas à Casa Branca solicitando que o Brasil não fosse taxado e argumenta que as tarifas são, na verdade, uma retaliação direta à política externa conduzida pelo governo Lula.