O inquérito aberto contra o ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (Atualmente no PL) no âmbito da Operação Vostok foi formalmente extinto e arquivado. A decisão encerra em definitivo uma apuração criminal que se arrastou por oito anos na Justiça brasileira sem que Azambuja chegasse a se tornar réu.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o trancamento da ação penal por ausência de provas suficientes para sustentar as acusações de recebimento de propina. O excesso de prazo na tramitação judicial também foi considerado na decisão.
O próprio Ministério Público Federal (MPF) se manifestou a favor do arquivamento. Segundo o órgão, as investigações — que incluíram a quebra de sigilo de mais de três mil contas bancárias — não produziram indícios mínimos de crime capazes de sustentar o avanço do processo.
A apuração tinha como base original as delações premiadas de executivos do grupo JBS. Ao longo de todo o período investigado, a Justiça rejeitou o prosseguimento para a fase de ação penal.
Com o encerramento definitivo do caso, cerca de R$ 60 milhões em bens que haviam sido bloqueados judicialmente foram liberados à família do ex-governador.
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