A disputa territorial entre os estados de Mato Grosso e Pará voltou ao centro do debate político após manifestações de lideranças mato-grossenses em defesa da incorporação de uma área atualmente pertencente ao território paraense.
O deputado estadual Max Russi se posicionou favoravelmente ao apelo de moradores da região sul do Pará, que alegam depender de municípios de Mato Grosso para acesso à saúde, educação e assistência pública.
“Muitos moradores que sofrem com o esquecimento no sul do Pará recorrem ao Mato Grosso para ter saúde, educação e assistência. Na prática, nós já acolhemos e cuidamos dessa gente”, afirmou o parlamentar.
Max também declarou que pretende defender o reconhecimento oficial desse sentimento de pertencimento da população à estrutura oferecida por Mato Grosso.
“Se o povo quer o Mato Grosso, nós vamos lutar por essa união até o fim”, completou.
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Acesse o canal →A briga territorial envolve uma área estimada em aproximadamente 22 mil km², equivalente ao tamanho do estado de Sergipe.
Segundo o governo de Mato Grosso, houve um erro histórico na demarcação da divisa entre os estados estabelecida em 1922, a partir de estudos iniciados ainda no começo do século XX pelo Marechal Cândido Rondon.
O principal ponto da divergência está relacionado à localização do marco geográfico da região conhecida como Salto das Sete Quedas.
Caso a revisão territorial seja aceita, o Pará poderá perder partes de municípios importantes como:
A área em disputa possui grande relevância econômica devido ao potencial agrícola e agropecuário.
Estimativas apontam que a região abriga cerca de 350 mil cabeças de gado, além de áreas valorizadas pela produção rural e pelo turismo ecológico, especialmente voltado à pesca esportiva no Rio Teles Pires.
A disputa judicial entre os estados tramita há décadas no Supremo Tribunal Federal (STF).
Recentemente, a governadora em exercício do Pará, Hana Ghassan, afirmou que o estado “não vai ceder um palmo” do território em discussão.
Do lado mato-grossense, lideranças políticas e representantes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) afirmam que irão esgotar todos os recursos jurídicos necessários para tentar garantir o controle da área.
Enquanto não há decisão definitiva do STF, os dois estados mantêm acordos de cooperação para assegurar serviços básicos à população residente na região disputada.