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Angélica

Prefeitura de Angélica nega envolvimento em investigação da Polícia Federal sobre previdência municipal

Administração afirmou que aplicação de R$ 2 milhões no Banco Master foi totalmente resgatada sem prejuízo ao instituto previdenciário

27/05/2026 12h03
Por: Redação
Foto: Prefeitura Municipal de Angélica MS.
Foto: Prefeitura Municipal de Angélica MS.

A Prefeitura de Angélica divulgou nota oficial nesta quarta-feira (27) após a deflagração das operações Zehirut e Charitzut, conduzidas pela Polícia Federal para investigar suspeitas de irregularidades em aplicações financeiras de regimes próprios de previdência municipal em Mato Grosso do Sul.

No comunicado, a administração municipal afirmou que não é alvo da operação e negou qualquer participação ou vínculo com os fatos investigados.

Segundo a prefeitura, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Angélica (IPA) possui autonomia administrativa e financeira, sendo responsável exclusivo pela gestão dos recursos previdenciários municipais.

De acordo com a nota, decisões relacionadas a credenciamento de instituições financeiras, aplicações, resgates e análises de investimentos são tomadas pelo Comitê de Investimentos e pelo Conselho Curador do instituto, “sem qualquer interferência do Executivo Municipal”.

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A prefeitura também confirmou que o IPA realizou aplicação financeira de R$ 2 milhões em Letras Financeiras junto ao Banco Master.

Ainda segundo o comunicado, o valor foi totalmente resgatado em 12 de novembro de 2025, sem prejuízos financeiros ao instituto ou aos beneficiários.

A administração municipal afirmou que todos os procedimentos seguiram a política de investimentos vigente, orientação da consultoria financeira do instituto e registros em ata.

Operação da PF

Mais cedo, a Polícia Federal atualizou o número de mandados cumpridos nas operações Zehirut e Charitzut.

Ao todo, são 15 mandados de busca e apreensão:

  • Sete em Angélica;
  • Seis em Fátima do Sul;
  • Dois em São Paulo.

As investigações apuram aplicações realizadas por institutos previdenciários municipais em Letras Financeiras sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master.

O caso também ganhou repercussão nacional após suspeitas sobre eventual utilização indireta de recursos ligados ao banco no financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na nota, a Prefeitura de Angélica também afirmou repudiar “qualquer tentativa de disseminação de informações falsas ou interpretações equivocadas” que possam causar danos à imagem da administração pública municipal.

As investigações seguem em andamento, e a Polícia Federal ainda não divulgou detalhes sobre eventuais responsabilidades dos envolvidos.

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