Ciência e superação
Laís Souza se emociona ao conhecer paciente tratado com polilaminina para lesão medular
Ex-ginasta, tetraplégica desde 2014, compartilhou encontro com Bruno Drummond, primeiro a receber terapia experimental liderada por cientista brasileira
21/02/2026 14h42
Por: Fonte: Ana Maria
Foto: CNN Brasil

A ex-ginasta olímpica Laís Souza emocionou seguidores ao revelar um encontro marcante com Bruno Drummond de Freitas, primeiro paciente a receber tratamento com polilaminina para lesões medulares. Tetraplégica há 12 anos, desde o grave acidente de esqui sofrido em 2014, nos Estados Unidos, Laís acompanha de perto os avanços científicos voltados à regeneração da medula espinhal.

Na última segunda-feira (16), ela publicou um vídeo nas redes sociais ao lado de Bruno e relatou a importância do momento. A história do paciente se tornou protagonista de um dos estudos considerados mais promissores no tratamento de traumas medulares, liderado pela cientista brasileira Tatiana Sampaio.

Acidente mudou trajetória

Laís Souza teve a carreira interrompida em 2014, quando sofreu um acidente durante um treino de esqui aéreo nos Estados Unidos, modalidade na qual buscava classificação para os Jogos Olímpicos de Inverno. A lesão na coluna resultou em tetraplegia e transformou sua rotina em uma jornada de reabilitação e ativismo pela pesquisa científica.

Desde então, a ex-atleta se tornou uma das vozes mais atuantes na divulgação de estudos e terapias experimentais para lesões medulares.

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O caso de Bruno

Bruno Drummond sofreu um grave acidente de carro em abril de 2018. O impacto causou fraturas na coluna vertebral nas regiões C6 e T8. Na altura da vértebra C6, os médicos classificaram a lesão medular como completa, diagnóstico que, em regra, indica perda total de movimentos e sensibilidade abaixo do nível da lesão — caracterizando tetraplegia.

Diante da gravidade do quadro, a equipe médica optou por intervenção rápida, o que abriu caminho para a aplicação do tratamento experimental com polilaminina.

A substância, segundo pesquisadores, atua na regeneração neural, estimulando conexões entre neurônios e criando um ambiente mais favorável à recuperação funcional da medula.

Avanço científico

O estudo liderado por Tatiana Sampaio vem sendo apontado como um dos mais promissores na área de neurociência aplicada a traumas medulares. Embora ainda esteja em fase experimental, os resultados iniciais têm despertado esperança em pacientes e familiares.

Laís destacou, em seu relato, a emoção de acompanhar de perto uma iniciativa que pode representar avanço significativo para pessoas com lesões semelhantes à sua.

O encontro com Bruno simboliza não apenas a conexão entre duas histórias marcadas por traumas, mas também a expectativa de que a ciência possa oferecer novas perspectivas para casos até então considerados irreversíveis.

Esperança e cautela

Especialistas ressaltam que tratamentos experimentais exigem rigor científico, acompanhamento clínico e validação por meio de estudos ampliados antes de se tornarem amplamente disponíveis.

Ainda assim, o avanço das pesquisas na área de regeneração medular representa um dos campos mais desafiadores e promissores da medicina contemporânea.

Para Laís Souza, cada passo científico é motivo de esperança. Ao compartilhar o momento com Bruno, ela reforçou a importância do investimento em ciência e da visibilidade para pesquisas brasileiras que podem mudar vidas.