As obras de duplicação da BR-163, em Campo Grande, têm provocado impactos diretos no comércio às margens da via. Postos de combustível relatam queda acentuada no faturamento e risco de demissões em massa.
Postos relatam prejuízos e risco de cortes
Um dos casos mais críticos envolve o Posto Platinão, localizado na altura do km 459 da rodovia.
Segundo a empresa, a redução no fluxo de clientes já compromete a operação e pode resultar na demissão de até 40 funcionários.
A principal queixa está relacionada à dificuldade de acesso, que afasta motoristas e reduz significativamente as vendas.
Acesso bloqueado afasta motoristas
Com as intervenções realizadas pela concessionária Motiva Pantanal, veículos que trafegam no sentido São Paulo encontram dificuldades para acessar determinados estabelecimentos.
No caso do Platinão, a rede possui unidades em ambos os sentidos da rodovia, mas uma delas ficou praticamente isolada devido às mudanças no tráfego.
Falta de retornos agrava situação
Empresários apontam que o projeto atual não oferece retornos próximos ou acessos provisórios adequados durante a execução das obras.
Na prática, isso impede que motoristas retornem ou cheguem facilmente aos pontos comerciais, reduzindo ainda mais o movimento.
Problemas estruturais também preocupam
Além da queda no faturamento, comerciantes relatam impactos estruturais causados pelas obras.
Há registros de alagamentos em áreas de postos durante períodos de chuva, o que aumenta os prejuízos e dificulta a operação.
Obras fazem parte de projeto de modernização
As intervenções integram um pacote de melhorias na BR-163, com foco em segurança e fluidez do tráfego.
A duplicação no trecho urbano de Campo Grande tem previsão de conclusão para agosto de 2026.
Interdições exigem atenção dos motoristas
Durante a execução dos trabalhos, estão sendo adotados sistemas de “pare e siga” e intervenções noturnas em diferentes pontos da rodovia.
A recomendação é que os condutores redobrem a atenção ao trafegar pelo trecho em obras.
Comércio cobra soluções emergenciais
Diante dos prejuízos, empresários cobram medidas urgentes para minimizar os impactos.
Entre as sugestões estão a criação de acessos provisórios e melhor sinalização, para garantir a sobrevivência dos negócios até a conclusão das obras.