O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta terça-feira (14), alertas de chuvas intensas para Mato Grosso do Sul, com previsão de tempestades que podem causar transtornos significativos em diversas regiões do estado. Os avisos são válidos até o fim da quarta-feira (15) e indicam risco de alagamentos, queda de árvores, granizo e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
De acordo com o órgão, há dois níveis de alerta em vigor: o alerta laranja, que indica perigo, e o alerta amarelo, classificado como de perigo potencial. As condições climáticas exigem atenção redobrada da população, principalmente em áreas urbanas e regiões mais vulneráveis.
Alerta laranja prevê chuvas intensas e ventos fortes
O alerta laranja abrange boa parte de Mato Grosso do Sul, incluindo a capital Campo Grande. Nesse cenário, a previsão indica volumes de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo chegar a até 100 milímetros ao longo do dia.
Além disso, são esperadas rajadas de vento que podem variar entre 60 e 100 km/h, aumentando significativamente o risco de danos. Entre os principais problemas previstos estão quedas de árvores, alagamentos em áreas urbanas, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia.
Meteorologistas também alertam para a possibilidade de queda de granizo em pontos isolados, o que pode causar prejuízos materiais, principalmente em veículos e estruturas mais frágeis.
Região sul está sob alerta amarelo
Já o alerta amarelo, que indica perigo potencial, é direcionado a 16 municípios da região sul do estado, como Amambai, Aral Moreira, Caarapó, Coronel Sapucaia e Eldorado.
Nessas localidades, a previsão aponta chuvas de até 50 milímetros por dia, acompanhadas de ventos que podem atingir até 60 km/h. Embora o nível de risco seja menor em comparação ao alerta laranja, ainda há possibilidade de transtornos, especialmente em áreas com infraestrutura precária de drenagem.

Risco de transtornos e acumulados elevados
Os volumes de chuva previstos são considerados elevados e podem provocar alagamentos rápidos, principalmente em centros urbanos. Especialistas destacam que regiões com histórico de drenagem insuficiente tendem a sofrer mais com o acúmulo de água.
Além disso, há a possibilidade de transbordamento de córregos e rios, o que pode afetar diretamente moradores de áreas ribeirinhas.
Modelos meteorológicos também indicam que, em pontos isolados da fronteira entre o Brasil e a Argentina, os acumulados podem ultrapassar 150 milímetros ao longo da semana, aumentando ainda mais o risco de eventos extremos.
Orientações de segurança para a população
Diante do cenário de instabilidade, autoridades reforçam a importância de medidas preventivas para evitar acidentes. Entre as principais orientações estão:
Evitar abrigo debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de quedas e descargas elétricas;
Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de publicidade;
Desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, se possível;
Evitar áreas alagadas, tanto para motoristas quanto para pedestres;
Manter atenção redobrada no trânsito, reduzindo a velocidade e mantendo distância segura entre veículos.
Para motoristas, o risco de aquaplanagem aumenta significativamente durante chuvas intensas. Nesses casos, a recomendação é não frear bruscamente e manter a direção firme até recuperar o controle do veículo.
Já para pedestres, o cuidado deve ser ainda maior com fios elétricos caídos e com o contato com água de enchentes, que pode estar contaminada e representar riscos à saúde.
Prevenção é fundamental
A Defesa Civil orienta que, em situações de chuva intensa com baixa visibilidade, o ideal é buscar abrigo em locais seguros, como residências, comércios ou postos de combustíveis.
Em casos de emergência, a população deve acionar os órgãos competentes para atendimento imediato.
A previsão reforça a necessidade de acompanhamento constante das atualizações meteorológicas, especialmente para moradores das regiões mais afetadas.