Educação
Servidores da UFMT entram em greve por tempo indeterminado e cobram valorização da carreira
Paralisação atinge atividades administrativas, mas mantém aulas e serviços essenciais na universidade
13/04/2026 13h32
Por: Fonte: G1 MT
Foto: Divulgação/UFMT

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso iniciaram, nesta segunda-feira (13), uma greve por tempo indeterminado. A mobilização cobra valorização da carreira, recomposição de direitos e melhores condições de trabalho. Apesar da paralisação, as aulas e os serviços considerados essenciais seguem mantidos.

A decisão foi tomada após deliberação da categoria em assembleia geral realizada na última terça-feira (7), com participação de servidores de diferentes campi da universidade.

Até a última atualização desta reportagem, a UFMT não havia se manifestado oficialmente sobre o movimento.

Organização da greve em Mato Grosso

De acordo com o SINTUF-MT, o comando geral de greve em Cuiabá ocorre na sede da entidade, localizada no campus da universidade.

A mobilização também reúne servidores do campus de Várzea Grande e do Hospital Universitário Júlio Müller.

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Nos municípios de Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis, a organização acontece por meio das respectivas seções sindicais.

Assembleia define estratégias do movimento

Segundo o sindicato, a assembleia tem papel central na condução do movimento grevista. Entre os pontos debatidos estão a organização da luta da categoria, a análise da conjuntura local e nacional e a definição das próximas ações.

“A assembleia será um momento decisivo para a organização da luta da categoria em Mato Grosso, com debate sobre a conjuntura local e nacional e deliberação sobre a deflagração da greve. Também estarão em pauta a constituição do fundo de greve, a instalação do Comando Local de Greve e a eleição de delegadas e delegados para a instância nacional do comando de greve”, informou a entidade.

Participação da categoria

A adesão à greve foi definida com a participação de servidores de diferentes regiões do estado. Ao todo, 259 sindicalizados participaram da assembleia em Cuiabá, além de 33 em Barra do Garças, 39 em Rondonópolis e 23 em Sinop.

O movimento reflete uma mobilização nacional da categoria, que reivindica avanços nas condições de trabalho e na estrutura das instituições federais de ensino.

Impactos e continuidade

Apesar da paralisação das atividades administrativas, a manutenção das aulas e dos serviços essenciais busca reduzir os impactos diretos para estudantes e pacientes atendidos pela universidade.

A greve segue por tempo indeterminado e novas assembleias devem definir os próximos passos do movimento.