Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso iniciaram, nesta segunda-feira (13), uma greve por tempo indeterminado. A mobilização cobra valorização da carreira, recomposição de direitos e melhores condições de trabalho. Apesar da paralisação, as aulas e os serviços considerados essenciais seguem mantidos.
A decisão foi tomada após deliberação da categoria em assembleia geral realizada na última terça-feira (7), com participação de servidores de diferentes campi da universidade.
Até a última atualização desta reportagem, a UFMT não havia se manifestado oficialmente sobre o movimento.
De acordo com o SINTUF-MT, o comando geral de greve em Cuiabá ocorre na sede da entidade, localizada no campus da universidade.
A mobilização também reúne servidores do campus de Várzea Grande e do Hospital Universitário Júlio Müller.
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Acesse o canal →Nos municípios de Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis, a organização acontece por meio das respectivas seções sindicais.
Segundo o sindicato, a assembleia tem papel central na condução do movimento grevista. Entre os pontos debatidos estão a organização da luta da categoria, a análise da conjuntura local e nacional e a definição das próximas ações.
“A assembleia será um momento decisivo para a organização da luta da categoria em Mato Grosso, com debate sobre a conjuntura local e nacional e deliberação sobre a deflagração da greve. Também estarão em pauta a constituição do fundo de greve, a instalação do Comando Local de Greve e a eleição de delegadas e delegados para a instância nacional do comando de greve”, informou a entidade.
A adesão à greve foi definida com a participação de servidores de diferentes regiões do estado. Ao todo, 259 sindicalizados participaram da assembleia em Cuiabá, além de 33 em Barra do Garças, 39 em Rondonópolis e 23 em Sinop.
O movimento reflete uma mobilização nacional da categoria, que reivindica avanços nas condições de trabalho e na estrutura das instituições federais de ensino.
Apesar da paralisação das atividades administrativas, a manutenção das aulas e dos serviços essenciais busca reduzir os impactos diretos para estudantes e pacientes atendidos pela universidade.
A greve segue por tempo indeterminado e novas assembleias devem definir os próximos passos do movimento.