O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que estudantes com parcelas em atraso do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão ser incluídos nas medidas do governo federal voltadas ao combate ao endividamento. A declaração foi feita sem detalhar como será o processo de renegociação, mas reforçou a preocupação com a situação financeira de jovens em todo o país.
Segundo o presidente, o objetivo é evitar que a dívida impeça a continuidade dos estudos ou comprometa o futuro profissional dos estudantes.
“A gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário, pois o estudante, se ele dever e ele se formar, a gente sonha que um dia ele vai pagar a dívida dele sendo um profissional competente. Porque se ele for um profissional competente, ele vai melhorar a qualidade produtiva do nosso país”, afirmou.
De acordo com o Ministério da Educação, em outubro de 2025 havia cerca de 160 mil estudantes com pagamentos atrasados no Fies em todo o Brasil.
O montante total da dívida chega a R$ 1,8 bilhão, evidenciando o impacto do financiamento estudantil no orçamento de milhares de famílias.
SERVIÇO
Participe gratuitamente do nosso canal no WhatsApp e fique informado com rapidez e credibilidade.
Acesse o canal →O cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à renegociação e ao apoio financeiro aos estudantes.
Durante a declaração, Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender que os recursos destinados à educação devem ser encarados como investimento estratégico para o desenvolvimento do país.
Ele destacou a relação entre formação educacional e crescimento econômico, além de comparar os custos entre manter um estudante e uma pessoa no sistema prisional.
“No presídio federal de segurança máxima, um prisioneiro custa R$ 40 mil por ano. Nas outras cadeias, R$ 35 mil por ano. Um estudante no Instituto Federal custa R$ 16 mil por ano, ou seja, metade do que custa um bandido. Significa que é muito mais barato investir em educação do que investir em bandido”, disse.
O presidente também sugeriu que deputados federais e senadores utilizem recursos de emendas parlamentares para investir na construção de escolas.
Segundo ele, caso haja esse compromisso coletivo, seria possível ampliar significativamente a estrutura educacional do país e enfrentar gargalos históricos do setor.
Apesar da sinalização positiva, o governo ainda não apresentou detalhes sobre como será feita a possível renegociação das dívidas do Fies.
Especialistas apontam que a implementação de medidas dependerá de regulamentação específica e definição de critérios, como prazos, descontos e condições de pagamento.
Enquanto isso, estudantes aguardam novas definições que possam aliviar o peso das dívidas e facilitar a regularização dos contratos.