Uma pane técnica geral no sistema de controle de tráfego aéreo provocou um dia de caos nos aeroportos de São Paulo nesta quinta-feira (9), com suspensão total de pousos e decolagens por mais de uma hora e reflexos que ainda persistem ao longo do dia. O problema, causado por uma falha elétrica seguida de princípio de incêndio com fumaça na área de controle, afetou diretamente os terminais de Congonhas, Guarulhos e Viracopos.
A interrupção ocorreu no sistema responsável pelo controle de aproximação do espaço aéreo paulista, conhecido como TMA-SP, levando à evacuação preventiva da torre e ao fechamento temporário das operações. Mesmo após a retomada, o impacto segue sendo sentido por milhares de passageiros.
Durante a manhã, voos foram totalmente suspensos por cerca de uma hora, o que comprometeu toda a malha aérea da região. A retomada aconteceu de forma gradual, com intervalos maiores entre pousos e decolagens para garantir a segurança operacional.
O resultado foi um efeito cascata que desorganizou a logística das companhias aéreas. Aeronaves e tripulações ficaram fora de posição, dificultando a normalização das operações e provocando novos atrasos e cancelamentos ao longo do dia.
No Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do país, a situação ainda é crítica. O terminal registrou superlotação, longas filas e dificuldades no embarque e desembarque de passageiros.
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Acesse o canal →Quase 30% dos voos sofreram atrasos significativos, e diversos cancelamentos continuam sendo registrados. Destinos nacionais e internacionais foram impactados, evidenciando a dimensão do problema.
Além disso, a falha elétrica inicial também comprometeu sistemas internos, como esteiras de bagagem e equipamentos de apoio, agravando ainda mais a situação.
No Aeroporto de Congonhas, as operações foram retomadas com restrições iniciais, incluindo intervalos maiores entre decolagens. O terminal contabilizou ao menos 30 voos cancelados.
Já o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, também foi afetado pela paralisação do espaço aéreo paulista, ampliando os transtornos para passageiros no interior do estado.
As causas do incidente estão sendo apuradas por equipes técnicas da Aeronáutica, responsáveis pelo controle do espaço aéreo no Brasil. Informações preliminares indicam que a pane teve origem em uma falha elétrica, seguida por um princípio de incêndio ou fumaça na área operacional.
A evacuação da torre foi uma medida preventiva para garantir a segurança dos profissionais e evitar riscos maiores.
Diante do cenário, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) orienta que passageiros verifiquem o status dos voos diretamente nos canais digitais das companhias aéreas antes de se deslocarem aos aeroportos.
Quem teve voo cancelado ou atraso superior a quatro horas tem direito à assistência material, conforme a Resolução 400 da ANAC. Isso inclui comunicação, alimentação e, se necessário, hospedagem com transporte.
Os passageiros também podem optar por reembolso integral ou reacomodação em outro voo, inclusive de companhias diferentes, sem custo adicional.
O episódio acende um alerta sobre a vulnerabilidade da infraestrutura aérea em um dos principais centros do país. A paralisação de apenas uma hora foi suficiente para gerar impactos ao longo de todo o dia, afetando milhares de passageiros e causando prejuízos logísticos.
Especialistas apontam que situações como essa reforçam a necessidade de investimentos em redundância de sistemas e planos de contingência mais robustos para evitar colapsos em cadeia.
Apesar da retomada das operações ainda pela manhã, a normalização completa deve levar mais tempo. Companhias aéreas trabalham para reorganizar suas malhas e minimizar os impactos, mas novos atrasos ainda são esperados.
A recomendação permanece para que passageiros acompanhem atualizações em tempo real e evitem deslocamentos desnecessários até que a situação esteja totalmente estabilizada.