O Governo Federal intensificou, a partir desta semana, as ações de combate ao surto de chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, com o envio de 50 agentes de saúde para atuação exclusiva no território. A medida reforça a força-tarefa já em andamento no município, considerado o epicentro da doença no estado.
Os novos profissionais se somam aos cerca de 40 integrantes da Força Nacional do SUS, que atuam na região desde o dia 17 de março. A equipe é formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos, que prestam atendimento tanto nas aldeias quanto em áreas urbanas, como a região do Itapoã.
Dos 50 agentes anunciados, 20 já estão em atividade desde a última sexta-feira (3), enquanto os demais passam por treinamento para ampliar as ações a partir dos próximos dias.
As atividades se concentram principalmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde há maior incidência da doença. Entre as principais frentes de trabalho estão mutirões de limpeza, eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e aplicação de inseticidas.
Em uma das mobilizações recentes, equipes formadas por profissionais de saúde e voluntários conseguiram recolher quatro caminhões de resíduos e realizar visitas em cerca de 250 residências, numa tentativa de reduzir a proliferação do vetor.
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Acesse o canal →A estratégia segue a orientação de especialistas, que apontam o controle do mosquito como a principal forma de conter a disseminação da doença.
Além das ações de saúde, o governo também iniciou a distribuição de cestas básicas para as comunidades indígenas. Nesta semana, duas mil unidades começam a ser entregues, com previsão de alcançar seis mil famílias até o mês de junho.
A medida busca garantir segurança alimentar às populações mais afetadas pela crise sanitária, que enfrentam dificuldades agravadas pela epidemia.
Para ampliar a capacidade de resposta, o Ministério da Saúde destinou R$ 900 mil ao município de Dourados. O recurso será utilizado em ações de vigilância epidemiológica, assistência à população e controle do avanço da chikungunya.
O investimento faz parte de um pacote maior de medidas adotadas pelo Governo Federal para conter o surto, que já preocupa autoridades devido ao crescimento acelerado dos casos.
Desde o início da atuação na região, a Força Nacional do SUS já realizou mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados. O trabalho inclui consultas médicas, acompanhamento de casos e encaminhamento de pacientes para unidades de maior complexidade.
Dados da vigilância epidemiológica indicam que o município já registra 1.314 casos confirmados de chikungunya. Desse total, cerca de 70% estão concentrados nas aldeias indígenas, o que evidencia a vulnerabilidade dessas comunidades.
Entre os principais sintomas da doença estão febre, dores musculares, dor de cabeça e intensas dores nas articulações, que podem comprometer a qualidade de vida dos pacientes por longos períodos.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde reforça a importância da prevenção dentro das residências. A recomendação é que os moradores dediquem pelo menos dez minutos por semana para eliminar possíveis focos do mosquito.
Entre os cuidados essenciais estão:
A participação da população é considerada fundamental para o controle da doença, especialmente em áreas com maior risco de proliferação do mosquito.
A resposta do governo envolve ações integradas entre diferentes esferas e órgãos públicos, com foco especial nas regiões mais vulneráveis. A expectativa é que o reforço de profissionais, aliado às medidas de prevenção e assistência, ajude a reduzir o número de casos nas próximas semanas.
Especialistas alertam, no entanto, que o combate à chikungunya exige vigilância constante e ações contínuas, já que o mosquito transmissor também é responsável por outras doenças, como dengue e zika.