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Saúde

Prefeitura de Dourados cria centro de emergência para conter avanço da chikungunya na cidade

Decreto institui comitê com atuação diária para monitorar casos, coordenar ações e intensificar combate ao mosquito transmissor

06/04/2026 12h31
Por: Redação
Fonte: Prefeitura de Dourados - MS
Tao logo foi criado por meio de Decreto do prefeito Marçal Filho, o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública já realizou a primeira reunião para tomada de decisões urgentes. Foto: Divulgação/Assecom
Tao logo foi criado por meio de Decreto do prefeito Marçal Filho, o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública já realizou a primeira reunião para tomada de decisões urgentes. Foto: Divulgação/Assecom

A Prefeitura de Dourados, no Mato Grosso do Sul, instituiu o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) para reforçar o enfrentamento à epidemia de chikungunya no município. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 610, assinado pelo prefeito Marçal Filho e publicado em edição extraordinária do Diário Oficial durante o feriado da Sexta-Feira Santa. A criação do comitê ocorre em meio ao aumento expressivo de casos da doença, que já soma milhares de notificações e mortes confirmadas, principalmente na Reserva Indígena.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o município vive um cenário de alto risco epidemiológico, com taxa de positividade de 74,9% e registro de cinco óbitos confirmados. Além disso, outros dois casos de morte seguem sob investigação. O avanço da doença levou à necessidade de uma estrutura permanente e integrada para coordenar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e assistência à população.

Atuação coordenada e diária

O COE já iniciou suas atividades com reuniões diárias entre representantes de diversos órgãos municipais, estaduais e federais. Os encontros acontecem sempre às 7h30 e têm como objetivo avaliar as ações realizadas, definir estratégias imediatas e planejar medidas de curto prazo.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também coordena o centro, o modelo adotado permite respostas rápidas conforme o avanço da doença.

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“O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública tem a finalidade de coordenar, planejar, monitorar e avaliar as ações de resposta à emergência. Poderemos adotar medidas dependendo do comportamento da epidemia, sempre com base em dados concretos”, afirmou.

O COE utiliza o Sistema de Comando de Incidentes (SCI), que permite uma estrutura flexível e adaptável à evolução do cenário epidemiológico.

Funções estratégicas do COE

Entre as principais atribuições do centro estão a elaboração do Plano de Ação do Incidente (PAI), o monitoramento contínuo dos dados epidemiológicos e a coordenação das ações de vigilância em saúde. O órgão também atua na articulação da rede de atendimento, integrando serviços de saúde, assistência social, defesa civil e saneamento.

Além disso, o COE será responsável por divulgar boletins informativos, relatórios técnicos e orientar a população sobre medidas de prevenção, garantindo transparência nas informações.

“A estrutura permite um comando unificado, com definição clara de operações, planejamento e comunicação. Isso é essencial para reduzir o número de casos e controlar a doença”, destacou Márcio Figueiredo.

Cenário preocupante na cidade

Dados mais recentes apontam que Dourados já registra mais de 2,6 mil casos prováveis de chikungunya, com mais de 1,3 mil confirmações e centenas de casos ainda em investigação. A maior concentração ocorre na Reserva Indígena, onde também foram registrados todos os óbitos confirmados até o momento.

A situação é agravada por fatores como dificuldades no abastecimento de água, que levam ao armazenamento inadequado e favorecem a proliferação do mosquito transmissor.

Foto: Divulgação/Assecom

 

Integração entre órgãos

O COE é composto por representantes de diversos setores, incluindo vigilância em saúde, atenção básica, gestão administrativa, assistência social, defesa civil, hospitais, além de órgãos estaduais e federais, como o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Saúde Indígena.

Essa integração permite ampliar a capacidade de resposta e garantir ações mais eficazes no combate à doença.

Funcionamento contínuo

O Centro de Operações de Emergências funcionará em regime contínuo enquanto durar a situação de emergência sanitária. As atividades podem ocorrer de forma presencial, híbrida ou remota, garantindo flexibilidade na atuação.

Todos os registros das ações serão documentados por meio de relatórios técnicos e informes epidemiológicos, assegurando transparência e rastreabilidade das decisões.

Prevenção segue sendo fundamental

As autoridades de saúde reforçam que o combate ao mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal forma de prevenção da chikungunya. A população deve eliminar possíveis criadouros, como recipientes com água parada, pneus, garrafas e caixas d’água destampadas.

Em caso de sintomas como febre alta e dores intensas nas articulações, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

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