Com a chegada da Páscoa, o consumo de ovos de chocolate cresce em todo o país. No entanto, especialistas alertam que a escolha do produto pode impactar diretamente a saúde do consumidor, principalmente por conta do teor de cacau e da quantidade de açúcar e gordura presentes nos itens.
De acordo com a nutricionista Simone Spadaro, da UPA Vila Santa Catarina, unidade gerida pelo Hospital Israelita Albert Einstein, chocolates com menor teor de cacau tendem a ser menos nutritivos e mais calóricos.
"Quanto menor for essa quantidade, pior é a qualidade nutricional do chocolate", explica.
Em meio às discussões sobre qualidade dos produtos, a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou, em março, um projeto de lei que estabelece novas regras para a composição e rotulagem de derivados de cacau.
A proposta cria, por exemplo, a categoria “chocolate doce”, que deverá conter no mínimo 25% de sólidos totais de cacau, sendo parte composta por manteiga de cacau e sólidos isentos de gordura.
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Acesse o canal →A medida busca dar mais transparência ao consumidor, que muitas vezes não consegue identificar com clareza a qualidade do produto que está comprando.
Segundo a especialista, chocolates com teor de cacau igual ou superior a 50% — sendo o ideal acima de 70% — apresentam vantagens nutricionais importantes.
"Por outro lado, chocolates com maior teor de cacau (≥ 50% a 70%) geralmente possuem menor quantidade de açúcar e maior poder de saciedade", afirma Simone.
Ainda assim, ela ressalta que o chocolate continua sendo um alimento calórico e deve ser consumido com moderação, independentemente da composição.
Um dos principais problemas apontados é a falta de clareza nas informações dos rótulos. Muitas vezes, detalhes importantes não são apresentados de forma evidente.
"Alguns pontos relevantes podem não estar claros para o consumidor como o percentual real de cacau, o tipo de gordura utilizada e açúcares disfarçados com nomes como xarope de glicose e maltodextrina", alerta.
Além disso, a lista de ingredientes, embora obrigatória, não informa as proporções exatas de cada item, o que pode dificultar a análise mais precisa da qualidade do produto.
A nutricionista também chama atenção para termos como “premium”, “artesanal” ou “intenso”, que podem induzir o consumidor ao erro.
"A rotulagem pouco clara pode levar a escolhas inadequadas, criando uma falsa percepção de saúde", completa.
Para ajudar os consumidores, a especialista listou algumas orientações importantes na hora da compra:
Com a chegada da Páscoa, o consumo de ovos de chocolate cresce em todo o país. No entanto, especialistas alertam que a escolha do produto pode impactar diretamente a saúde do consumidor, principalmente por conta do teor de cacau e da quantidade de açúcar e gordura presentes nos itens.
De acordo com a nutricionista Simone Spadaro, da UPA Vila Santa Catarina, unidade gerida pelo Hospital Israelita Albert Einstein, chocolates com menor teor de cacau tendem a ser menos nutritivos e mais calóricos.
"Quanto menor for essa quantidade, pior é a qualidade nutricional do chocolate", explica.
Em meio às discussões sobre qualidade dos produtos, a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou, em março, um projeto de lei que estabelece novas regras para a composição e rotulagem de derivados de cacau.
A proposta cria, por exemplo, a categoria “chocolate doce”, que deverá conter no mínimo 25% de sólidos totais de cacau, sendo parte composta por manteiga de cacau e sólidos isentos de gordura.
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Segundo a especialista, chocolates com teor de cacau igual ou superior a 50% — sendo o ideal acima de 70% — apresentam vantagens nutricionais importantes.
"Por outro lado, chocolates com maior teor de cacau (≥ 50% a 70%) geralmente possuem menor quantidade de açúcar e maior poder de saciedade", afirma Simone.
Ainda assim, ela ressalta que o chocolate continua sendo um alimento calórico e deve ser consumido com moderação, independentemente da composição.
Um dos principais problemas apontados é a falta de clareza nas informações dos rótulos. Muitas vezes, detalhes importantes não são apresentados de forma evidente.
"Alguns pontos relevantes podem não estar claros para o consumidor como o percentual real de cacau, o tipo de gordura utilizada e açúcares disfarçados com nomes como xarope de glicose e maltodextrina", alerta.
Além disso, a lista de ingredientes, embora obrigatória, não informa as proporções exatas de cada item, o que pode dificultar a análise mais precisa da qualidade do produto.
A nutricionista também chama atenção para termos como “premium”, “artesanal” ou “intenso”, que podem induzir o consumidor ao erro.
"A rotulagem pouco clara pode levar a escolhas inadequadas, criando uma falsa percepção de saúde", completa.
Para ajudar os consumidores, a especialista listou algumas orientações importantes na hora da compra:
Mesmo com opções mais saudáveis disponíveis no mercado, o consumo consciente continua sendo a principal recomendação dos especialistas. O equilíbrio é fundamental para aproveitar a data sem prejuízos à saúde.
A Páscoa, além de seu significado religioso e cultural, também se tornou um dos períodos de maior consumo de chocolate no Brasil. Por isso, entender o que está sendo consumido é essencial para fazer escolhas mais equilibradas.
Mesmo com opções mais saudáveis disponíveis no mercado, o consumo consciente continua sendo a principal recomendação dos especialistas. O equilíbrio é fundamental para aproveitar a data sem prejuízos à saúde.
A Páscoa, além de seu significado religioso e cultural, também se tornou um dos períodos de maior consumo de chocolate no Brasil. Por isso, entender o que está sendo consumido é essencial para fazer escolhas mais equilibradas.