Galeão no RJ
Aena vence leilão do Galeão com oferta bilionária e assume controle até 2039
Operadora espanhola supera concorrentes e pagará 20% da receita à União para administrar principal aeroporto do Rio
30/03/2026 21h19
Por: Fonte: Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A operadora espanhola Aena Desarrollo Internacional venceu, nesta segunda-feira (30), o leilão de concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, com uma proposta de R$ 2,9 bilhões. O certame foi realizado na Bolsa de Valores, em São Paulo, e definiu a nova administradora de um dos principais terminais aeroportuários do Brasil, cuja concessão se estenderá até o ano de 2039.

A disputa atraiu grandes players do setor aeroportuário internacional, mas a proposta da Aena superou com folga o valor mínimo estipulado de R$ 932 milhões, representando um ágio de aproximadamente 210%. Além da empresa espanhola, participaram do leilão a Zurich Airport e a Rio de Janeiro Aeroporto S.A., atual operadora do Galeão.

Nova fase para o Galeão

Com a vitória, a Aena passa a ser a única controladora do aeroporto, após acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU) que prevê a saída da Infraero da composição acionária. A mudança marca uma nova etapa na gestão do terminal, considerado uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros no país.

O contrato de concessão também estabelece que a empresa deverá repassar à União uma contribuição variável anual correspondente a 20% do faturamento bruto durante todo o período de exploração.

Além disso, o novo modelo inclui ajustes regulatórios e mecanismos para garantir a continuidade dos serviços, bem como a preservação dos investimentos já realizados no aeroporto.

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Estratégia de concessões ganha força

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou a relevância do leilão para o fortalecimento do setor de infraestrutura no país.

“Fortalece o setor da aviação brasileira, dialogando com o fortalecimento das concessões do nosso país. Foram, nesses três anos de ministério, onde nós fizemos o maior volume de leilões da história do setor portuário brasileiro, consolidando a agenda do fortalecimento do setor portuário do Brasil”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo pretende dar continuidade à agenda de concessões, com novos projetos previstos para o próximo semestre.

Presença consolidada no Brasil

O grupo Aena já possui forte atuação no Brasil e amplia ainda mais sua presença com a conquista do Galeão. A empresa administra aeroportos importantes, como Congonhas, em São Paulo, além de terminais em Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju.

Na Espanha, a operadora é responsável por 46 aeroportos e dois heliportos, sendo uma das maiores gestoras aeroportuárias do mundo. Apenas em fevereiro deste ano, o grupo registrou cerca de 25,5 milhões de passageiros em seus terminais.

Concorrência qualificada

A disputa pelo Galeão contou com concorrentes de peso. A Zurich Airport, por exemplo, já administra aeroportos em cidades como Florianópolis, Macaé, Natal e Vitória. Já a RIOgaleão, atual concessionária, buscava manter o controle do terminal carioca.

Apesar da concorrência, a proposta robusta da Aena garantiu a vitória no leilão, consolidando sua estratégia de expansão no mercado brasileiro.

Importância estratégica do Galeão

O Aeroporto Internacional Tom Jobim é considerado um dos mais importantes do país, especialmente por sua relevância no turismo internacional. Localizado no Rio de Janeiro, o terminal desempenha papel fundamental na conexão do Brasil com outros países.

A nova concessão surge em um momento estratégico, com expectativa de retomada e crescimento do setor aéreo, impulsionado pelo aumento da demanda por viagens e pelo fortalecimento da economia.

Expectativas para o futuro

Com a mudança de gestão, a expectativa é de modernização e ampliação dos serviços oferecidos no Galeão, além de maior eficiência operacional. A experiência internacional da Aena é vista como um diferencial para elevar o padrão do aeroporto.

O contrato prevê investimentos e melhorias ao longo dos próximos anos, com foco na qualidade do atendimento aos passageiros e na competitividade do terminal no cenário global.

A concessão também reforça o modelo adotado pelo governo federal para atrair investimentos privados e impulsionar a infraestrutura nacional.