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chikungunya em MS

Mato grosso do sul registra sétima morte por chikungunya e casos seguem em alta

Idosa de Jardim é a mais recente vítima em cenário de epidemia que já atinge diversas cidades do Estado

28/03/2026 15h46
Por: Redação
Fonte: Mídia Max
Foto: Internet
Foto: Internet

O Ministério da Saúde confirmou a sétima morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul. A vítima é uma mulher de aproximadamente 80 anos, moradora do município de Jardim, localizado a cerca de 239 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com dados do painel de arboviroses, a cidade registra cerca de 261 casos prováveis da doença, com incidência de 1.065 casos por 100 mil habitantes, configurando situação de epidemia.


Estado já soma mais de 3 mil casos

Mato Grosso do Sul acumula atualmente 3.237 casos prováveis de chikungunya, com aumento expressivo nas últimas semanas.

Segundo os dados epidemiológicos, 57% dos casos são registrados em mulheres. Já a faixa etária mais afetada é a de pessoas entre 30 e 40 anos.

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Além disso, cerca de 11 municípios do Estado já enfrentam situação de epidemia, o que acende o alerta das autoridades de saúde.


Período crítico ainda não terminou

De acordo com o infectologista Júlio Croda, o período de maior incidência da doença ainda deve se prolongar.

“O período de sazonalidade da chikungunya termina apenas entre o fim de abril e a primeira semana de maio. Ainda teremos um mês com aumento do número de casos, hospitalizações e óbitos”, explicou.

Ele também alerta que os casos registrados nas primeiras semanas de março ainda podem refletir em novos óbitos nas próximas semanas.

“Os 966 casos prováveis registrados entre 1° e 15 de março podem repercutir em mais mortes em abril”, completou.


Sistema de saúde já sente pressão

Em Dourados, município com maior número de casos graves, a situação já impacta o sistema de saúde.

Dos 431 leitos disponíveis, 385 estão ocupados, o que representa uma taxa de ocupação de 89%. No dia anterior, esse índice chegou a 97%.

Embora nem todos os pacientes estejam internados por chikungunya, a doença tem contribuído significativamente para a sobrecarga hospitalar.


Surto pode se concentrar em regiões específicas

Apesar do aumento dos casos, especialistas avaliam que não há, até o momento, indícios de uma disseminação generalizada em todo o Estado.

Segundo Júlio Croda, a tendência é de concentração da epidemia na região cone-sul de Mato Grosso do Sul.

Outras cidades apresentam cenário mais controlado, como Campo Grande.


Método inovador ajuda no controle

Na capital, uma das estratégias que contribuem para o controle da doença é o uso do método Wolbachia.

A técnica consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento de vírus como dengue, zika, chikungunya e febre amarela no inseto.

Com o tempo, esses mosquitos se reproduzem e formam uma população menos capaz de transmitir doenças, reduzindo a necessidade de novas liberações.


Alerta para prevenção continua

Diante do cenário, autoridades reforçam a importância das medidas preventivas, como:

  • Eliminação de água parada
  • Uso de repelentes
  • Limpeza de quintais e calhas

A população deve permanecer atenta, especialmente neste período de altas temperaturas e chuvas, que favorecem a proliferação do mosquito transmissor.

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