Enquanto cidades se preparam para o Carnaval, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça que a folia deve caminhar junto com a prevenção. O aumento da circulação de pessoas e da produção de resíduos durante o feriado eleva o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e Zika.
A preocupação cresce em um momento em que o município de Fátima do Sul segue liderando os casos de chikungunya no estado. A cidade permanece no 1º lugar no ranking estadual de incidência, à frente de Vicentina (631,3) e Sete Quedas (391,1). No panorama estadual, Mato Grosso do Sul soma 1.061 casos prováveis de chikungunya até a 5ª semana epidemiológica, reforçando a necessidade de cuidados redobrados da população.
Segundo a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, o período exige atenção de quem vai viajar, curtir a folia ou permanecer em casa. A principal recomendação é evitar o descarte irregular de lixo e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada.
Lixo descartado de forma incorreta vira criadouro
Durante festas e eventos, copos, garrafas e embalagens jogados em ruas, praças e terrenos baldios podem se transformar rapidamente em criadouros do mosquito. Por isso, a orientação é utilizar as lixeiras disponíveis e colaborar com a limpeza dos espaços públicos.
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Acesse o canal →De acordo com o coordenador de Controle de Vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário, objetos simples podem representar risco. Uma lata ou copo plástico abandonado pode se tornar criadouro em poucos dias, favorecendo o aumento da infestação.
Mais de 70% dos focos estão dentro das casas
Para quem ficará em casa durante o feriado, a recomendação é aproveitar o período para vistoriar o quintal e o interior da residência. A SES orienta verificar calhas, ralos externos, vasos de plantas, garrafas, baldes, lonas e caixas d’água.
Segundo a superintendência de Vigilância em Saúde, mais de 70% dos focos do mosquito são encontrados em ambientes domiciliares, o que torna a participação da população decisiva no combate às arboviroses.
A secretaria reforça que pequenas atitudes fazem grande diferença e que o enfrentamento ao mosquito é uma responsabilidade compartilhada. Durante o Carnaval, a folia continua — mas a prevenção não pode parar.