Internacional
Israel afirma ter matado chefe de segurança do Irã em ataque; Teerã não confirma
Declaração do ministro da Defesa israelense ocorre em meio à escalada do conflito com os EUA
17/03/2026 20h19
Por: Fonte: Rádio Agência
Foto: InfoMoney

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (17) que o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, foi morto durante um ataque aéreo próximo a Teerã.

A declaração, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelo governo iraniano. Pouco depois do anúncio israelense, uma publicação atribuída a Larijani apareceu em sua conta na rede X, levantando dúvidas sobre a veracidade da informação.

De acordo com autoridades israelenses, o ataque fez parte de uma série de bombardeios contra alvos estratégicos do regime iraniano em cidades como Teerã, Shiraz e Tabriz, atingindo bases militares, depósitos de mísseis e estruturas ligadas à defesa.

Além de Larijani, Israel também afirmou ter matado o general Gholam Reza Soleimani, líder da milícia Basij, e seu vice, durante as ofensivas.

Até o momento, não há confirmação independente ou posicionamento oficial detalhado por parte do Irã sobre as mortes anunciadas.

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Contexto de guerra

O episódio ocorre em meio à intensificação do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, que já resultou na morte de altos líderes iranianos nas últimas semanas, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, morto em ataques no fim de fevereiro de 2026 .

A escalada militar tem ampliado a tensão no Oriente Médio, com ataques aéreos, uso de drones e risco de expansão do conflito para outros países da região.

Demissão nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, pediu demissão nesta terça-feira em protesto contra a ofensiva do governo de Donald Trump contra o Irã.

Em publicação nas redes sociais, Kent afirmou que não pode apoiar a guerra “em sã consciência” e declarou que o Irã não representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos.

Veterano de operações militares e com passagem pela CIA, ele criticou o envio de tropas para um conflito que, segundo ele, “não traz benefícios ao povo americano”.

A saída foi considerada inesperada em Washington. Questionado, Trump minimizou o episódio, classificando o ex-diretor como “fraco em segurança” e dizendo que sua saída foi positiva.

Incerteza e tensão

Com versões conflitantes e ausência de confirmação por parte do Irã, o cenário permanece incerto. Especialistas apontam que, em situações de guerra, anúncios desse tipo também podem fazer parte de estratégias de comunicação e pressão política.

A situação segue em desenvolvimento e pode ter novos desdobramentos nas próximas horas.