A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (16), o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala após a identificação de uma substância proibida na composição dos produtos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e vale para todos os lotes de cinco linhas comercializadas pela marca.
A medida foi adotada após a própria empresa responsável pelos cosméticos comunicar à Anvisa o recolhimento voluntário dos produtos. De acordo com a agência reguladora, os esmaltes contêm a substância trimethylbenzoyl diphenylphosphine oxide, conhecida pela sigla TPO.
O composto é proibido para uso em cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes no Brasil devido aos riscos que pode representar à saúde.
Produtos afetados pela decisão
A determinação da Anvisa envolve cinco linhas de esmaltes em gel comercializadas pela marca. A resolução estabelece o recolhimento de todos os lotes dos seguintes produtos:
Plus Gel Esmalte Impala Gel
Gel Plus Impala Esmalte Gel
Esmalte Gel Plus Impala
Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear
A agência não informou quantas unidades foram distribuídas no mercado nem quantos consumidores podem ter adquirido os produtos.
Substância proibida no país
Segundo a Anvisa, a presença da substância TPO nas fórmulas motivou a decisão de retirada dos produtos do mercado.
A proibição do uso desse composto foi estabelecida em uma resolução publicada em 30 de outubro do ano passado. A mesma norma também vetou o uso da substância DMPT, conhecida como dimetiltolilamina.
Esses compostos costumam estar presentes em produtos utilizados para alongamentos de unhas artificiais em gel ou em esmaltes com tecnologia de secagem por luz.
Riscos à saúde
De acordo com a agência reguladora, a restrição dessas substâncias tem como objetivo reduzir riscos à saúde tanto de consumidores quanto de profissionais que trabalham com aplicação de esmaltes e produtos para unhas.
A Anvisa afirma que o DMPT pode causar câncer em humanos, enquanto o TPO é considerado tóxico para a reprodução e pode provocar efeitos prejudiciais à fertilidade.
Por esse motivo, o uso desses compostos foi proibido em cosméticos comercializados no país.
Empresa não se manifestou
A reportagem tentou contato com a Impala para obter um posicionamento oficial sobre o recolhimento dos produtos, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.
A orientação das autoridades sanitárias é que consumidores e profissionais de estética verifiquem se possuem os produtos citados e suspendam o uso até que haja novas orientações da empresa ou da agência reguladora.