Saúde pública
Casos de dengue caem 79% em Cuiabá em 2026, aponta Vigilância em Saúde
Capital registrou 139 confirmações da doença neste ano; redução é atribuída às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti
16/03/2026 12h44
Por: Fonte: g1 MT
Foto: Divulgação

Cuiabá registrou 323 notificações de dengue em 2026, das quais 139 foram confirmadas, segundo dados divulgados pela prefeitura por meio da Vigilância em Saúde. Apesar dos registros, o número representa uma queda de 79,2% em relação ao mesmo período de 2025.

A redução também foi observada em outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os casos de chikungunya apresentaram queda ainda mais expressiva neste início de ano. De acordo com o levantamento da Vigilância em Saúde, houve uma redução de 99,3% nas notificações da doença no primeiro trimestre de 2026.

Ao todo, foram registradas 59 notificações de chikungunya, das quais 58 tiveram confirmação. Já em relação ao vírus da zika, foram contabilizadas quatro notificações, mas nenhum caso confirmado até o momento.

Segundo a Vigilância em Saúde, a diminuição dos registros está diretamente ligada às ações de combate ao mosquito transmissor das doenças, intensificadas pela prefeitura nos primeiros meses do ano.

Ações de combate ao mosquito

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Como parte das estratégias de prevenção, equipes da prefeitura realizaram vistorias em milhares de imóveis da capital. Nos primeiros meses de 2026, foram inspecionados 197.192 imóveis durante as ações de combate ao Aedes aegypti.

O trabalho é conduzido principalmente pelos Agentes de Combate a Endemias (ACEs), que percorrem os bairros realizando visitas domiciliares. Durante as inspeções, os profissionais orientam moradores, identificam possíveis focos do mosquito e aplicam tratamento em locais considerados de risco.

Nas visitas, os agentes verificam quintais, caixas d’água, calhas, ralos e outros pontos que podem acumular água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito.

Durante as vistorias realizadas neste ano, 21.672 imóveis precisaram receber tratamento direto por apresentarem condições favoráveis à proliferação do inseto. Além disso, 24.344 depósitos com água foram tratados e 6.559 criadouros do mosquito foram eliminados.

As ações também incluem orientações educativas à população, consideradas fundamentais para evitar o surgimento de novos focos da doença.

Bairros seguem recebendo ações

De acordo com a prefeitura, o trabalho de combate ao mosquito continua em diversos bairros da capital. Entre as regiões que ainda devem receber as equipes estão Três Barras, Altos do São Gonçalo, Jardim das Oliveiras, Jardim Umuarama, Jardim Gramado, Coophema, Itamarati, Jardim Veneza e Quilombo.

Outros bairros incluídos nas próximas etapas do trabalho são Duque de Caxias I, João Bosco Pinheiro, Nova Conquista, Jardim Liberdade, Santa Laura I, Lixeira, Araés, Jardim Vitória, Jardim Fortaleza e o Residencial Nico Baracat III.

Também estão na lista Jardim Califórnia, Praeirinho, Praeiro, Beira Rio, Barbado, Alvorada, Parque Nova Esperança II, Dom Aquino, Jardim União, Silvanópolis e Jardim Ubirajara.

As equipes devem atuar ainda nos bairros Novo Colorado, Itaupã, Três Poderes, Paiaguás, Parque Nova Esperança I, Parque Nova Esperança III, Carumbé, Santa Isabel, Altos da Serra, Pedra 90 e Jardim Renascer.

Outras localidades que devem receber as visitas são Dr. Fábio II, Parque Geórgia, Nossa Senhora Aparecida e Jardim Alencastro.

A prefeitura reforça que a colaboração dos moradores é essencial para o sucesso das ações, principalmente permitindo a entrada dos agentes de endemias nas residências para realização das inspeções.

Como evitar a proliferação do mosquito

As autoridades de saúde destacam que a principal forma de prevenção contra dengue, chikungunya e zika é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada.

Entre as medidas recomendadas estão evitar água acumulada em pratinhos de plantas, garrafas e outros recipientes, além de manter caixas d’água e reservatórios sempre bem vedados.

Também é importante realizar a limpeza frequente de calhas e ralos, locais onde a água pode se acumular e se transformar em criadouro do mosquito.

O uso de repelentes também é indicado, especialmente em períodos de maior circulação do inseto, sempre seguindo as orientações do fabricante.

Outra recomendação das autoridades de saúde é manter os ambientes domésticos bem ventilados. A circulação de ar ajuda a reduzir a presença de mofo e contribui para melhorar a qualidade do ar dentro das residências.

Mesmo com a queda nos registros neste ano, a Vigilância em Saúde alerta que a população deve continuar adotando medidas preventivas, já que o mosquito transmissor das doenças continua presente na cidade.