Saúde
Hospital Regional de Rondonópolis mantém certificação internacional ouro por excelência no atendimento a AVC
Unidade do SUS em Mato Grosso volta a receber prêmio WSO Angels Awards por qualidade e agilidade no tratamento de pacientes
05/03/2026 11h57
Por: Fonte: Secom MT
Hospitais certificados como ouro no prêmio WSO Angels Awards demonstram excelência ao atingir metas essenciais - Foto: Secom-MT

O Hospital Regional de Rondonópolis, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, manteve a certificação ouro no prêmio internacional WSO Angels Awards, que reconhece hospitais com excelência no atendimento e tratamento de pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A confirmação da premiação foi divulgada na sexta-feira (27.2) e reforça o reconhecimento internacional obtido pela unidade em 2025. O hospital foi o primeiro do Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso a receber essa certificação.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, manter o prêmio demonstra o alto nível de qualidade no atendimento prestado à população.

“O Hospital Regional de Rondonópolis foi a primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso a ganhar esta certificação internacional. Então manter a premiação é motivo de muito orgulho para a gestão por saber que os pacientes tratados na unidade superam o AVC sem nenhuma sequela, sendo que esta é uma das principais causas de morte e a principal causa de incapacidade no mundo”, destacou.

Critérios rigorosos para certificação

Hospitais que conquistam a classificação ouro no WSO Angels Awards precisam atingir metas rigorosas relacionadas ao atendimento de pacientes com AVC. Entre os critérios avaliados está o chamado “tempo porta-agulha”, que mede o intervalo entre a chegada do paciente ao hospital e a aplicação do medicamento indicado.

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Para obter o selo, é necessário que esse tempo seja inferior a 60 minutos em pelo menos metade dos casos atendidos. A premiação também considera o uso adequado da trombólise, procedimento que dissolve coágulos responsáveis por muitos tipos de AVC, além da adesão às diretrizes de prevenção para evitar novos episódios.

De acordo com o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, o reconhecimento internacional reflete os investimentos feitos pelo Governo do Estado na melhoria da saúde pública.

“A certificação consagra o nosso serviço como de muita qualidade no atendimento aos pacientes com AVC. Eles são tratados com celeridade e com muita dignidade para voltar às suas atividades de rotina sem sequelas porque temos uma equipe muito capacitada”, explicou.

Atendimento rápido e diagnóstico precoce

A diretora do hospital, Milena Polizel, destacou que o tempo de resposta da equipe é um dos fatores determinantes para o sucesso do tratamento.

Segundo ela, quando o paciente chega dentro da chamada “janela terapêutica” de até quatro horas e meia após o início dos sintomas, o atendimento ocorre de forma imediata.

“O diagnóstico do paciente com AVC na janela de 4 horas e meia é atendido imediato. Em cerca de uma hora já temos o diagnóstico fechado e realizamos a medicação em tempo hábil”, explicou.

Esse tipo de agilidade é fundamental para evitar sequelas neurológicas graves ou até mesmo a morte do paciente.

Aumento no número de tratamentos

Dados do hospital mostram que o volume de atendimentos especializados tem crescido desde a implantação de protocolos específicos para AVC.

Entre janeiro e dezembro de 2025, a unidade registrou 318 casos atendidos da doença. Desse total, 37 pacientes foram submetidos ao procedimento de trombólise.

A diretora explicou que, antes da implementação do projeto de atendimento especializado, o número de pacientes submetidos a esse tipo de tratamento era muito menor.

“Antes de instalarmos o projeto MT sem AVC na unidade, nós fazíamos em torno de seis pacientes”, afirmou.

Projeto busca padronizar atendimento

O projeto MT sem AVC foi criado há cerca de dois anos com o objetivo de padronizar protocolos de atendimento, agilizar o diagnóstico e garantir que profissionais de saúde estejam preparados para lidar com a emergência médica.

A iniciativa também promove treinamentos para equipes de saúde dos 19 municípios que integram a região sul de Mato Grosso, ampliando a capacidade de resposta da rede pública.

Com a padronização dos procedimentos, pacientes com suspeita de AVC podem ser rapidamente identificados, encaminhados e tratados dentro do tempo considerado ideal pela medicina.

Meta é reduzir ainda mais o tempo de diagnóstico

Apesar dos avanços, a equipe do hospital trabalha para reduzir ainda mais o tempo entre a chegada do paciente e o início do tratamento.

A meta estabelecida para 2027 é diminuir para 45 minutos o período necessário para realizar a tomografia, confirmar o diagnóstico e iniciar a medicação adequada.

Em Rondonópolis, o Hospital Regional é a principal referência para o tratamento de AVC, recebendo pacientes de diversos municípios da região.

“Em Rondonópolis, o Hospital Regional é o único que atende os casos de AVC. Então todos os pacientes sob suspeita são trazidos para cá e são atendidos com excelência e agilidade”, destacou a diretora.

AVC é uma das principais causas de morte

O Acidente Vascular Cerebral está entre as principais causas de morte no mundo e é a maior causa de incapacidade permanente entre adultos. A doença ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido ou reduzido, impedindo que o tecido cerebral receba oxigênio e nutrientes.

Por isso, especialistas reforçam que reconhecer rapidamente os sintomas e procurar atendimento médico imediato pode salvar vidas e evitar sequelas graves.

Entre os principais sinais de alerta estão fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão e alterações na coordenação motora.

A certificação internacional recebida pelo Hospital Regional de Rondonópolis reforça a importância de protocolos eficientes e equipes bem treinadas para enfrentar essa emergência médica.