A Secretaria de Estado de Saúde realiza, entre os dias 3 e 6 de março, o curso Sala de Vacina, em parceria com o município de Mundo Novo. A capacitação reúne cerca de 40 técnicos de enfermagem e enfermeiros que atuam diretamente na imunização, com foco no fortalecimento da segurança, padronização dos processos e qualidade do atendimento nas salas de vacina da região sul-fronteira de Mato Grosso do Sul.
A iniciativa dá continuidade à formação realizada no ano passado em parceria com a Escola Técnica do SUS e integra a política de qualificação permanente dos profissionais que atuam na linha de frente da vacinação. O município de Mundo Novo oferece a estrutura física e o apoio logístico, enquanto o Estado é responsável pela formação técnica, organização pedagógica e certificação dos participantes.
A programação foi estruturada para combinar conteúdos teóricos e atividades práticas ao longo de quatro dias, abordando desde fundamentos do Sistema Único de Saúde até protocolos operacionais e situações do cotidiano das salas de vacina.
No primeiro dia, 3 de março, a abertura oficial ocorre às 8h, seguida de pré-teste para avaliação inicial dos conhecimentos. A manhã é dedicada a palestras sobre o SUS, a história das vacinas, bases imunológicas e cobertura vacinal. À tarde, os participantes aprofundam o estudo do Calendário Vacinal da Criança no SUS, dividido em dois módulos.
No dia 4, a formação entra em uma etapa que mescla teoria e prática. Pela manhã, os profissionais participam de dinâmicas sobre campanhas de vacinação, incluindo Covid-19, Dengue, Influenza e Bronquiolite em crianças, além de estudos de caso que simulam situações reais do serviço.
À tarde, os conteúdos abordam o curso híbrido de BCG, vacina que previne as formas mais graves de tuberculose, boas práticas em sala de vacina e biossegurança. Também estão na programação temas como rede de frio, protocolo operacional de excursão de temperatura e uso do REDCap, plataforma digital utilizada para coleta, gerenciamento e divulgação de dados em pesquisas.
O terceiro dia, 5 de março, amplia o olhar para diferentes faixas etárias e públicos específicos. O conteúdo inclui o Calendário Vacinal do Adolescente, Adulto, Gestante e Idoso, além de orientações sobre ESAVI, que são os Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização, e erros de imunização.
Também faz parte da programação o CRIE, Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, responsável por ofertar vacinas específicas para pessoas com condições clínicas diferenciadas. No período da tarde, os participantes passam por estações práticas, com simulações e aplicação direta dos conhecimentos adquiridos.
O encerramento ocorre no dia 6 de março, com a dinâmica do Calendário Vivo, pós-teste final e cerimônia de entrega de certificados.
Para o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, investir na capacitação contínua é essencial para manter a qualidade do programa estadual de imunização.
“Investir na qualificação das equipes é garantir segurança no processo de vacinação. A sala de vacina exige conhecimento técnico, domínio dos protocolos e atualização constante. Essa formação prepara os profissionais para atuar com mais segurança, melhorar coberturas vacinais e responder de forma adequada aos desafios do dia a dia”, destaca.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a proposta é ampliar gradualmente as capacitações regionais, descentralizando o conhecimento e fortalecendo as equipes locais. A estratégia também busca padronizar procedimentos, reduzir erros e garantir que as informações prestadas à população estejam alinhadas às diretrizes nacionais de imunização.
A formação contínua é considerada uma das principais ferramentas para enfrentar desafios como queda na cobertura vacinal e desinformação. Profissionais bem preparados tendem a transmitir mais segurança aos usuários e a atuar com maior precisão técnica.
Além disso, o treinamento sobre rede de frio e excursão de temperatura é fundamental para assegurar a eficácia das vacinas, que dependem de armazenamento adequado para manter sua potência.
Ao reunir profissionais de diferentes municípios da região sul-fronteira, o curso também fortalece a integração entre as equipes e estimula a troca de experiências, promovendo um atendimento mais uniforme e qualificado.
Com a conclusão do curso, a expectativa da SES é que os participantes retornem aos seus municípios com maior preparo técnico, contribuindo para ampliar a cobertura vacinal e reforçar a confiança da população nos serviços de imunização.